Diretores da ACICG tomam posse no CONESP

Campo Grande, 23 de julho de 2020 – Na última terça-feira (21) foram nomeadas as autoridades e representantes das entidades que vão compor o Conselho Estadual de Segurança Pública e Defesa Social (CONESP/MS), no período de 2020- 2022. A Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) foi classificada na categoria de entidade que tem entre seus objetivos, assuntos voltados a políticas de segurança pública. Representando a ACICG tomaram posse os diretores Paulo de Mattos Pinheiro, como titular, e Felix Irlando Gonçalves, enquanto suplente. Também foram eleitos para o Conselho representantes da AOFMS (Associação dos Oficiais Militares Estaduais de MS), e da ADEPOL (Associação de Delegados de Polícia do Estado de MS). “As entidades que compõem o Conesp são muito sérias e já carregam um histórico de compromisso com a segurança pública, em diversas vertentes. São entidades que representam a sociedade civil organizada e certamente vão garantir a transparência e o repasse à população das informações sobre os investimentos que serão realizados, por exemplo, em capital humano, estrutura, aparelhamento, para que cada cidadão veja efetivamente o que está sendo feito pelo estado dentro dessa pasta que é tão importante”, Avalia o diretor da ACICG, Félix Irlando Gonçalves. O resultado da eleição foi homologado no dia 4 de abril. As entidades foram eleitas por parte da Comissão Eleitoral designada com a finalidade de coordenar a eleição ocorrida no dia 6 de abril. Nesta data, houve a proclamação das organizações que passarão a integrar o Conselho Estadual de Segurança Pública e Defesa Social (Conesp).
ACICG cria campanha para intensificar a conscientização contra o coronavírus

A Associação Comercial e Industrial de Campo Grande lança, nesta segunda-feira (20/07), a campanha “Por você, por todos”, com o objetivo de intensificar a conscientização da sociedade sobre a importância de seguir as medidas de higiene e biossegurança para o enfrentamento da pandemia por Covid-19. A iniciativa irá reforçar as ações de prevenção realizadas pela entidade e fortalecer a propagação das seguintes recomendações do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde: lave as mãos frequentemente; use máscara e evite tocar os olhos, nariz e boca; evite contato e pratique o distanciamento de pelo menos 1,5 metro; fique em casa se estiver doente; cubra a boca e nariz ao tossir ou espirrar; use álcool 70%, limpe e desinfete objetos constantemente; pratique o distanciamento social e só saia se for realmente necessário. Entre as ações previstas para a campanha, estão: confecção de material educativo com as medidas de higiene e biossegurança, distribuição de cartazes nos comércios do centro, entrega de 1.500 máscaras a clientes da ACICG em atendimento do SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito). A fachada da entidade, situada na principal região comercial da cidade em que há grande circulação de pessoas, também exibirá orientações para lembrar a população de fazer a sua parte no combate à pandemia. “Além disso, disponibilizaremos, aos associados, um material educativo que pode ser personalizado com marca do negócio para que possa fazer a impressão ou replicar em suas redes sociais, somando esforços nessa corrente de conscientização e mostrando que seu estabelecimento está cumprindo com os protocolos de segurança à saúde. Intensificaremos a propagação dessas instruções de prevenção pelas redes sociais da ACICG e, também, nas ruas, por meio de outdoors’, explica o presidente da entidade, Renato Paniago. Desde o início da pandemia, a ACICG tem participado do comitê de gerenciamento da crise da Covid-19, atuando junto aos órgãos públicos municipais e entidades representativas da sociedade civil organizada para compartilhar a realidade e necessidade dos setores de comércio e serviços e colaborar na contenção do avanço da pandemia. A entidade, que contribuiu para que a reabertura dos negócios ocorresse de maneira segura e organizada, disseminando instruções e orientações sobre as decisões governamentais e os principais protocolos de segurança, continuará ativa nesse processo, buscando o equilíbrio entre a saúde e a economia. “Continuamos trabalhando para impedir a propagação do novo coronavírus, bem como a piora da economia de nossa cidade, porque juntos somos mais fortes no combate da pandemia”, conclui o presidente da ACICG, Renato Paniago.
Pesquisa revela insatisfação com obras na Rua Bahia e Avenida Coronel Antonino

Grande parte dos empresários e moradores da Rua Bahia e da Avenida Coronel Antonino continuam insatisfeitos com implantação do corredor de ônibus e da estação de embarque e desembarque no meio da via. Foi o que constatou o levantamento realizado pela Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG), nos dias 30 de junho e 1 de julho. Das mais de 850 pessoas que responderam à pesquisa, 93% apontaram que são a favor do recapeamento da região, porém o mesmo percentual sinalizou ser contrário quanto à instalação da estação de embarque e desembarque no meio da pista; e 84% também desaprova o corredor de ônibus do lado esquerdo das vias. O levantamento ainda mostra que mais de 60% consideram que a obra trará prejuízos ao seu negócio e 23,77% dos respondentes foram indiferentes quanto aos benefícios. Questionados, ainda, se o projeto contempla as principais necessidades dos negócios da região, 85% apontaram que não. O diretor da ACICG, Paulo de Matos, explica que, desde dezembro de 2019, a entidade tem acolhido empreendedores da Rua Bahia e na Avenida Coronel Antonino para ouvir as preocupações sobre o projeto e o desenvolvimento da obra, que vai afetar o movimento dos negócios na região. “Fomos procurados pelos empresários da região, pois eles estão se sentindo muito prejudicados com o corredor de ônibus do lado esquerdo da rua e desejam que essa implantação ocorra na faixa da direita, em que tradicionalmente ficam os pontos de ônibus. Além disso, isso evitaria a instalação da estação de embarque e desembarque, outra desaprovação sinalizada por eles. Desde dezembro temos tentado diálogo com o poder público para mostrar os impactos e também cobrado das autoridades um estudo que comprove a eficácia do projeto, pois avaliamos que essa proposta da prefeitura acarretará em problemas maiores”, explicou Paulo Matos. Em março, empresários e diretores da ACICG se reuniram com o prefeito Marquinhos Trad e os responsáveis pelo projeto, porém não houve devolutiva sobre as avaliações solicitadas. Paulo Costa, empresário no segmento de utilidades domésticas na Rua Bahia, reforça que a comunidade da região é favorável ao recapeamento, de drenagem e reforma de pontos de ônibus, porém o corredor exclusivo para coletivos do lado esquerdo e a estação no meio das vias vão comprometer a segurança da população que vive, trabalha e trafega na região. “Temos várias escolas na área, grande fluxo de estudantes, cadeirantes, pessoas idosas…O projeto da estação de embarque e desembarque no meio da pista os deixam ainda mais vulneráveis, pois o fluxo de carros na via também é rápido também e há probabilidade de aumentos dos acidentes. Outro ponto corresponde à qualidade do trânsito na via, pois já temos problemas em horários de pico. Isso tudo reduz a segurança”, explicou. Além disso, o empresário sinaliza que o projeto impacta também o comércio e resultará na supressão de vagas e “quem não tiver estacionamento próprio será impactado diretamente, já que hoje o consumidor busca comodidade. Sem esse espaço, ele não para no estabelecimento e com isso cairá o movimento e o faturamento. O projeto como está proposto acabará com as lojas de rua”. Paulo relembra que a região da Rua Bahia e a Avenida Coronel Antonino está entre as que possui maior densidade empresarial, com isso, a área também conta com a circulação de caminhões de distribuição de produtos. “Com essa obra o processo de reabastecimento terá transtornos, piorando o trânsito também. Além disso, vale lembrar que temos vários restaurantes na região, geradores de uma grande quantidade de lixo. Na coleta de resíduos, o caminhão da Solurb vai acabar parando na faixa do ônibus, dificultando o trânsito”, explica. Descontentes com a obra, os empresários buscaram alternativas para que o projeto seja revisto pensando no benefício de toda a comunidade da região. “Já que não tivemos a devolutiva da prefeitura, nós também fizemos uma consulta ao Ministério das Cidades para conferir se esse projeto foi aprovado dessa maneira e também estamos aguardando uma resposta da Caixa Econômica Federal para confrontar a proposta da prefeitura. Queremos o que é melhor para a nossa região e o projeto, da forma como foi feito, não representa isso”, afirmou. Com o resultado da pesquisa, o diretor da ACICG, Paulo de Mattos, revela que a entidade levará às informações à prefeitura buscando o entendendo sobre os impactos que a obra e os prejuízos. “Também protocolaremos o resultado de um laudo de trânsito contratado pelos comerciantes da Rua Bahia. Continuaremos acompanhando de perto as reivindicações, auxiliando nas soluções e caso contrário precisamos buscar meios de defesa dos direitos dos empresários prejudicados”, esclarece.
Receita comunica empresas que podem pegar crédito do Pronampe

15 de junho de 2020 – Mais de 4 milhões de micro e pequenas empresas podem ter acesso ao crédito do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (PRONAMPE). A Receita Federal está fazendo comunicados às empresas desde o dia 09/06 (terça-feira), e o valor pode chegar a 30% da receita bruta anual do ano de 2019. Em maio desde ano, o governo federal instituiu o Pronampe com o objetivo de liberar crédito às empresas é, principalmente, ajudar os negócios que estão sofrendo impactos negativos devido à pandemia do novo coronavírus. Depois de regulamentado pela Receita Federal, o programa começou a fazer comunicados às empresas. Na primeira etapa iniciada na última terça-feira (09), as micro e pequenas empresas estão sendo comunicadas sobre a liberação de crédito em valor equivalente a até 30% da receita bruta anual considerando o exercício de 2019. De acordo com a Receita, são 4,58 milhões de micro e pequenas empresas elegíveis a receber o crédito do Pronampe. E como o programa leva em consideração a declaração de renda bruta de 2019, empresas criadas em 2020 ou que não fizeram a declaração corretamente não podem receber os valores. Entenda os detalhes sobre o programa e quem pode ter acesso ao crédito do Pronampe: Como as empresas estão sendo comunicadas pela Receita Federal? São essencialmente duas formas de comunicação: Para micro e pequenas empresas optantes do Simples Nacional, a comunicação acontece através do DTE-SN (Domínio Tributário Eletrônico do Simples Nacional). Já as empresas não optantes do Simples, terão comunicados feitos através da caixa postal no Portal e-CAC (Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte) entre 11 e 15 de junho. As empresas que têm direito ao crédito do Pronampe são aquelas que: Foram criadas até 31 de dezembro de 2019; Declararam em 2019, se optantes do Simples Nacional, ou em 2018, se não optantes, uma receita bruta de até R$ 360 mil (para microempresas), ou até R$ 4,8 milhões (para pequenas empresas). Além disso, se houver divergência na informação da receita bruta ou se a arrecadação não tenha sido informada, é preciso fazer a retificação ou incluir a informação de receita bruta no canal correto. Somente com tudo informado corretamente será possível para micro e pequenas empresas terem acesso ao crédito do Pronampe, da Receita Federal. De que forma as empresas podem acessar a Caixa Postal do Correio do Simples Nacional ou do e-CAC? Para empresas optantes pelo Simples Nacional: acessando o site do Simples utilizando o código de acesso recebido no comunicado, ou então o certificado digital. Por outro lado, as empresas não optantes do Simples Nacional devem acessar o e-CAC. Para estas empresas, também é preciso fornecer o código de acesso recebido no comunicado ou o certificado digital. Com o comunicado em mãos, como solicitar o crédito do Pronampe? Com o comunicado da Receita Federal em mãos, as micro e pequenas empresas deve permitir que seus bancos façam a confirmação do faturamento declarado. Para isso, no entanto, é preciso informar o hashcode recebido via DTE-SN ou Caixa Postal do e-Cac. A contratação do crédito do Pronampe pode ser feita até o dia 17 de agosto de 2020, o que pode viabilizar a sobrevivência de milhões de empresas no Brasil. Esta medida está detalhada na Portaria RFB nº 978 de 8 de junho de 2020, publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (09/06). Entenda o cálculo do valor do empréstimo O crédito do Pronampe, que tem aproximadamente 4,58 milhões de empresas elegíveis, terá uma linha de crédito de no máximo 30% da receita bruta anual considerando o ano de 2019. Entretanto, empresas que têm menos de um ano de atividade têm outro direcionamento. A linha de crédito do Pronampe corresponderá ao maior valor apurado desde que a empresa foi criada, chegando a 50% do capital social, ou 30% da média do faturamento mensal. Conforme mencionado acima, os recursos disponibilizados poderão ser utilizados para: Investimentos; Capital de giro. Mas não poderão ser usados para: Distribuição de lucros e dividendos entre os sócios. O que é o Pronampe? O Pronampe é um programa de linha de crédito instituído pela Lei nº 13.999/2020. Trata-se de um crédito emergencial para micro e pequenas empresas que estejam enfrentando problemas durante a pandemia da COVID-19. No total, o crédito do Pronampe soma um valor de R$ 15,9 bilhões. Das 4,58 milhões de empresas elegíveis, 3,8 milhões são optantes do Simples Nacional, enquanto que 780 mil são de fora do Simples. Por fim, as empresas que solicitarem o crédito terão até 36 meses para pagar o valor, e a taxa máxima de juros será a da Selic, que em junho de 2020 está em 3% mais 1,25%. A única regra para as empresas é que mantenham o número de funcionários da empresa. Com informações do portal Seu Crédito Digital Para mais informações acesse: https://acicg.com.br/pronampe/
Processos de cobrança devem ser repensados em tempos de crise econômica

Régua de cobrança deve ser mais digital para assegurar o fluxo de caixa do empresário Com um cenário econômico repleto de incertezas, cresce a possibilidade do aumento de dívidas não pagas. Segundo dados da Boa Vista, a inadimplência do consumidor teve uma alta de 5,8% em abril. O momento é sensível e empresários e lojistas temem pelo seu fluxo de caixa. Nesse contexto, o processo de cobrança é algo necessário para a manutenção da receita da empresa. “Sabemos da importância da cobrança na saúde financeira da empresa”, ressalta Alexandre Xavier, diretor de Produtos Clássicos da Boa Vista. Ele enfatiza a necessidade de uma régua de cobrança inteligente, com acionamentos múltiplos, que contemplem soluções de recuperação de crédito, válida para dívidas vencidas ou não. “Quem se antecipa e tem uma política de recuperação planejada, tem vantagens em relação a outros credores, recebe primeiro”. Importante lembrar que no momento de dificuldade atual as empresas precisam garantir que os pagamentos continuam acontecendo, mantendo seu fluxo de caixa e evitando ter de recorrer a bancos para obter capital de giro. Ter um processo de cobrança estruturado e eficiente é fundamental. Xavier destaca ainda a importância de um processo digital, que é mais ágil e mais seguro, já que não há necessidade de manuseio de material e deslocamento. “Quem se comunica primeiro pode sair na frente, considerando que são muitos credores para cada consumidor, e se destaca quem usa os canais digitais para fazer esses acionamentos”. Não concorre com a interrupção de trabalho do correio. A cobrança digital também tem outra vantagem. Com o isolamento social, muitos call centers precisaram reduzir suas equipes, o que pode comprometer um importante meio de recuperação de receita de seus clientes. “A Boa Vista, por meio de seus produtos como o SCPC Comunica, a Cobrança Digital e o Negocie SCPC, é capaz de avaliar as réguas de cobrança de seus clientes, traçar estratégias eficientes de forma automatizada, avaliando os melhores canais e formas de cobrança. Podemos atender as demandas do mercado nesse momento tão desafiador”, ressalta o executivo. Outros meios eficientes para a recuperação de dívidas vencidas são o e-mail e SMS, os Avisos Eletrônicos de Débitos – AED, para comunicação com os clientes com contas em atraso. A Carta de Negativação enviada pelos Correios está sendo substituída, velozmente, pelos meios digitais, por serem muito mais ágeis, seguros e com melhor retorno, tanto na recuperação do crédito quanto sobre o investimento. O SMS e o e-mail são mais acessíveis porque chegam no celular, que está sempre na palma da mão do consumidor, tornando a leitura da informação muito mais rápida, e o processo de cobrança muito mais eficiente. *Conteúdo produzido pela Boa Vista Serviços.
Simples Nacional prorroga pagamento de parcelamentos de maio, junho e julho

Em função dos impactos da pandemia da Covid-19, o Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN) aprovou, em reunião presencial realizada no último dia 15 de maio, a Resolução CGSN nº 155, estabelecendo que: 1 – As datas de vencimento das parcelas mensais relativas aos parcelamentos administrados pela Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil – RFB e pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional – PGFN, dos tributos apurados no âmbito do Simples Nacional, incluindo o Microempreendedor Individual – MEI, ficam prorrogadas até o último dia útil do mês: I – de agosto de 2020, para as parcelas com vencimento em maio de 2020; II – de outubro de 2020, para as parcelas com vencimento em junho de 2020; e III – de dezembro de 2020, para as parcelas com vencimento em julho de 2020. 2 – As microempresas e empresas de pequeno porte inscritas no CNPJ durante o ano de 2020 poderão formalizar a opção pelo Simples Nacional, na condição de empresas em início de atividade em até 180 dias após a inscrição no CNPJ. Antes da edição da resolução esse prazo era de até 60 dias. A Resolução CGSN nº 155, de 15 de maio de 2020, foi encaminhada para publicação no Diário Oficial da União. *Conteúdo extraído do site da Receita Federal.
Inadimplência do consumidor sobe 5,8% em abril, segundo a Boa Vista

Em 12 meses o indicador passou para o campo positivo e registrou alta de 0,5% A inadimplência do consumidor avançou 5,8% em abril na comparação com março, já descontados os efeitos sazonais, de acordo com dados nacionais da Boa Vista. Já em relação a abril do ano passado, o indicador subiu 6,2%. Com isto, ele acumula alta de 0,5% no acumulado 12 meses (maio de 2019 até abril de 2020 frente aos 12 meses anteriores) e de 1,5% no acumulado do ano. Regionalmente, na análise acumulada em 12 meses, apenas o Sudeste (1,2%) registrou variação positiva. Por outro lado, enquanto a região Nordeste (0,0%) ficou estável no período, as regiões Sul (-1,0%), Centro-Oeste (-0,7%) e Norte (-0,1%) ainda estão no campo negativo. Na comparação mensal houve avanço em todas as regiões, com destaque para o aumento de 8,1% no Nordeste. Após o indicador registrar mais de três anos de queda, o cenário atual aponta para uma possível inversão desse movimento. Apesar das medidas de contenção aos efeitos da chegada do novo coronavírus, a tendência é de que haja uma piora no nível de desocupação e recuperação da renda nos próximos meses, fatores que devem refletir na redução da capacidade dos consumidores em pagarem suas dívidas em dia e resultar em aumento da inadimplência. De fato, além de registrar a segunda variação mensal positiva consecutiva, nota-se que em abril a análise acumulada em 12 meses passou para o campo positivo pela primeira vez desde outubro de 2016, movimento que deve permanecer durante o ano de 2020. Ademais, outros dados de mercado mostram que a inadimplência tende a crescer mais entre os consumidores de menor renda, exatamente os mais afetados pela queda da atividade econômica e piora no mercado de trabalho. *Conteúdo extraído do site Boa Vista Serviços.
Pedidos de falência caem 14,1% no acumulado em 12 meses, diz Boa Vista

Já os pedidos de recuperação judicial apresentaram alta de 2,6% Os pedidos de falência recuaram 14,1% no acumulado em 12 meses, segundo dados com abrangência nacional da Boa Vista. Mantida a base de comparação, as falências decretadas registraram queda de 16,2%, assim como as recuperações judiciais deferidas (-3,1%), por outro lado, os pedidos de recuperação judicial apresentaram alta de 2,6%. Na comparação mensal houve redução em todas as ocorrências: pedidos de falência (-9,1%), falências decretadas (-9%), pedidos de recuperação judicial (-29,2%) e recuperação judicial deferida (-26,8%). De acordo com os resultados acumulados em 12 meses, ainda se observa a continuidade da tendência de queda nos pedidos de falência e falências decretadas. No entanto, esse movimento estava atrelado a melhora nas condições econômicas apresentada entre 2017 e o início deste ano. Agora, com os impactos econômicos causados pela chegada do novo coronavírus, a tendência é de que as empresas encontrem mais dificuldades em dar continuidade a esse movimento nos próximos meses. Metodologia O indicador de falências e recuperações judiciais é construído com base na apuração dos dados mensais registrados na base do SCPC, oriundos dos fóruns, varas de falências e dos Diários Oficiais e da Justiça dos estados. A série histórica deste indicador se inicia em 2006 e está disponível em: http://www.boavistaservicos.com.br/economia/falencias-e-recuperacoes-judiciais/ *Conteúdo produzido pela Boa Vista Serviços.
Inadimplência das empresas sobe 0,5% no 1º trimestre, diz Boa Vista

Na comparação interanual o indicador apontou variação de -0,1% A inadimplência das empresas em todo o país subiu 0,5% no 1º trimestre contra o trimestre anterior, expurgados os efeitos sazonais, de acordo com dados nacionais coletados pela Boa Vista. O indicador é um somatório dos principais mecanismos de apontamento de inadimplência empresarial, isto é, cheques devolvidos, títulos protestados e registros de débitos realizados na base do SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito). Na comparação acumulada em quatro trimestres, o indicador apontou desaceleração em seu ritmo de queda, passando de uma variação de -10,6% no 4T19 para uma de -8,3% no trimestre encerrado em março. Já na análise interanual, nos três primeiros meses de 2020 a variação foi de apenas -0,1% frente ao mesmo período do ano passado. Os últimos resultados vinham indicando a continuidade da manutenção dos baixos níveis de inadimplência das empresas, que no início de 2017 começaram a registrar queda no acumulado em quatro trimestres. Em um primeiro momento, esse movimento se deveu, principalmente, à restrição de crédito por parte das concedentes, mas com a gradual melhora na economia, as empresas registraram aumento nas receitas, com inflação menor e juros em queda, fatores que colaboraram para a amenização dos índices de inadimplentes. Agora, com as adversidades provocadas pela pandemia da Covid-19 na economia, espera-se que haja uma inversão no fluxo de inadimplência das empresas. A piora no desempenho econômico e o alto nível de incerteza entre os empresários durante a pandemia sugerem que o indicador apresente leve aumento no período mais agudo da crise. A série histórica do indicador está disponível em: http://www.boavistaservicos.com.br/economia/inadimplencia-das-empresas/*Conteúdo produzido pela Boa Vista Serviços
Número de novas empresas sobe 8,5% no 1º trimestre

O número de novas empresas cresceu 8,5% no 1º trimestre frente ao mesmo período do ano passado, segundo levantamento da Boa Vista com abrangência nacional. Na comparação com o quarto trimestre de 2019 o crescimento foi de 13,5%. Já no resultado acumulado em quatro trimestres o indicador apresentou elevação de 16,5%. Forma jurídica Na classificação por forma jurídica, a variação interanual mostrou aumento de 12,6% nas aberturas para MEIs e redução de 5,8% nos demais tipos de empresas. Já em termos de composição, as MEIs representaram 81,7% dos casos no 1º trimestre. No mesmo trimestre do ano anterior a participação dessas empresas era um pouco menor, de 78,8%. Setores Quando analisada a composição das novas empresas por setores, o levantamento mostrou que o setor de Serviços atingiu 62,5% de representatividade no 1T20, estando maior que os 61,2% observados no mesmo período 2019. Mantida a base de comparação, o Comércio apresentou leve queda na participação, recuando para 29,7% (-0,2 p.p.). No mesmo sentido, a Indústria caiu para 6,7% (-1,1 p.p.). Regiões Na comparação com o trimestre encerrado em março de 2019, todas as regiões registraram aumento das aberturas no 1T20. As Regiões Norte (19,6%) e Sul (13%) foram as que registraram maior crescimento, como pode ser visto no gráfico 4. Metodologia O levantamento é realizado trimestralmente pela Boa Vista a partir das novas empresas registradas na Receita Federal, considerando todo o território nacional.