Mercado financeiro eleva estimativa de inflação este ano para 3,29%

Após onze semanas em queda, as instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) aumentaram a estimativa para a inflação este ano. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA – a inflação oficial do país) subiu de 3,26% para 3,29%. A informação consta do boletim Focus, publicado `{as segundas-feiras pelo Banco Central (BC), com projeções de instituições para os principais indicadores econômicos. Para 2020, a estimativa de inflação caiu de 3,66% para 3,60%, na quinta redução seguida. A previsão para os anos seguintes não teve alterações: 3,75% em 2021, e 3,50% em 2022. As projeções para 2019 e 2020 estão abaixo do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é 4,25% em 2019, 4% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. O principal instrumento usado pelo BC para controlar a inflação é a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 5,5% ao ano. De acordo com as instituições financeiras, a Selic deve cair para 4,5% ao ano até o fim de 2019. Para 2020, a expectativa é que a taxa básica permaneça nesse mesmo patamar. Para 2010 e 2022, as instituições financeiras estimam que a Selic termine o período em 6,38% ao ano e 6,5% ao ano, respectivamente. Crédito mais barato Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC reduz a Selic, como prevê o mercado financeiro este ano, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica. Já quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. E a manutenção da Selic indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação. Atividade econômica A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – subiu de 0,88% para 0,91%. As estimativas para os anos seguintes não foram alteradas: 2% em 2020; e 2,50% em 2021 e 2022. A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar também permanece em R$ 4 para o fim deste ano e para 2020. Fonte: Agência Brasil
Análise: Tendência de aumento do endividamento, comprometimento de renda e inadimplência

Não é de hoje que a equipe econômica da Boa Vista vem alertando a respeito da deterioração do cenário para a inadimplência. Em artigo de junho deste ano, os economistas já chamavam atenção para o aumento contínuo do endividamento e do comprometimento de renda. “O cenário ainda não é alarmante, mas a tendência de alta permanece. O aumento das concessões, ante uma recuperação lenta da renda e do emprego, tem resultado em maior endividamento e comprometimento dos recursos das famílias com o pagamento de dívidas. A inadimplência, com isto, já vem crescendo neste ano”, dizem os economistas ao analisar as estatísticas de crédito de setembro, divulgadas, no dia 25, pelo Banco Central (BC). Em setembro, a taxa de inadimplência das operações de crédito com recursos livres ficou em 5%, ante 4,7% em fevereiro deste ano, quando atingiu o menor patamar da série histórica. “É um aumento pequeno, é verdade, mas está sendo puxado pelas linhas rotativas, com juros mais altos”, argumentam. A taxa de inadimplência das operações de cheque especial passou de 13,2% para 15,6% entre fevereiro e setembro de 2019. A do cartão de crédito (que inclui as operações de crédito rotativo, parcelado com e sem juros e compras em uma parcela), por sua vez, passou de 5,8% para 6,4% no mesmo período. Embora as concessões de crédito nestas modalidades ainda estejam crescendo bem menos do que as demais, ditas não rotativas, o saldo das modalidades rotativas apresentou aumento maior nos últimos três meses. Na comparação com setembro do ano passado, o saldo das operações de crédito rotativo (cheque especial e cartão de crédito) cresceu 18,9%, contra 15,5% das operações de crédito não rotativo. Se as concessões de crédito rotativo crescem menos, a explicação para o aumento do saldo destas operações só pode ser uma: as taxas de juros. “O Banco Central adotou medidas para tentar conter o endividamento e as taxas de juros nestas linhas, limitando o prazo e exigindo dos bancos a oferta de empréstimos com taxas menores. O problema é que a demanda por crédito nestas linhas é mais inelástica, ou seja, não é tão sensível às taxas de juros. Quando o consumidor recorre ao cheque especial ou ao rotativo do cartão de crédito, é porque já perdeu o controle do orçamento. Tratam-se de linhas emergenciais”, analisam os economistas da Boa Vista. De fato, nota-se crescimento da taxa de juros médias cobrada no rotativo do cartão de crédito, que atingiu a mínima recente de 11,6% ao mês em julho de 2018, mas se encontra atualmente em 12,4%. A taxa de juros das compras parceladas com juros no cartão também subiu no ano (de 8,2% em dezembro de 2018 para 8,9% em setembro deste ano). “O desemprego segue elevado e a queda recente foi resultado do aumento das ocupações precárias, sem carteira e por conta própria. De maneira geral a situação da economia está melhor do que no passado recente, as perspectivas também melhoraram com a quedas dos juros básicos e a liberação dos recursos do FGTS, mas a situação de muitas famílias ainda é bastante delicada, elas enfrentam dificuldade para manter as contas básicas em dia e acabam recorrendo a linhas emergenciais”, concluem os economistas. Para embasar os argumentos, citam ainda os dados da própria Boa Vista de registros e exclusão do cadastro de negativados. Enquanto os registros de inadimplência recuaram 3% em 12 meses até setembro, os de recuperação diminuíram 3,3%. Ou seja, menos consumidores estão ficando inadimplentes, mas, entre os inadimplentes, menos estão conseguindo reequilibrar as contas e regularizam sua situação. Fonte: Boa Vista Serviços
5 dicas de Carol Manciola para vender mais

A palestrante e consultora Carol Manciola, com 17 anos de experiência e especialização em Desenvolvimento Humano, Vendas e Atendimento, lançou o livro “Bora Bater Meta”, o primeiro no Brasil a ser escrito por uma mulher. A autora é administradora com pós-graduação em Marketing e Comunicação Organizacional. Confira algumas dicas dadas pela palestrante para turbinar as vendas e bater as metas. 1- Assumir sua identidade de vendedor: o objetivo de um vendedor é vender, independente do cargo que ocupa. Para isso, é importante não confundir ser agressivo com não ser consultivo e saber que Bater meta não significa ignorar todo o resto; 2- Enxergar o cliente como uma pessoa: é preciso entender de gente, reconhecendo os diferentes perfis e agindo de acordo com cada um deles. A ideia não é tratar os outros como você gostaria de ser tratado, mas sim como o outro gostaria. Para isso, é preciso sensibilidade para fortalecer a confiança que lhe foi concedida a partir do momento em que o cliente decidiu ir até você; 3- Seja um especialista: clientes não querem alguém que lhes venda algo, querem algum especialista que os auxiliem no processo de compra. Ou seja, é preciso reconhecer suas necessidades e os ajudar a encontrar a melhor solução. Clientes querem conselhos e que você resuma os benefícios considerando o seu perfil. Os algorítimos da internet podem até fazer um bom trabalho selecionando produtos de acordo com o perfil de navegação dos usuários, mas contar com a paciência e dedicação de alguém que vai além do que o cliente quer é um diferencial. Ser um especialista é ser capaz de reconhecer e compreender o que o cliente precisa; 4- Foco é força: ter clareza da sua meta e de como alcança-la é fundamental para para que você possa se sentir mais motivado, concentrado e determinado a chegar lá. Mergulhe fundo nos seus indicadores de vendas e trace sua própria estratégia para que todos eles operem no “verde”. A combinação desses fatores é fundamental para a alta performance. Mas é importante se lembrar de que vender a qualquer custo ou com foco somente nos seus desafios não é um processo sustentável. Foco no foco do cliente, sempre; 5- Vender tem que ser divertido: como em qualquer profissão, tudo se torna mais fácil quando traz prazer. Se você gosta de gente, gosta de fazer as pessoas felizes, de encontrar soluções para problemas alheios, de colaborar com a realização de sonhos e, além disso, de ganhar dinheiro batendo suas metas e de sentir-se desafiado quando elas aumentam, você está no lugar certo. Segundo Carol, vender é uma competência diferenciadora. O profissional que sabe vender se diferencia dos demais. Gera mais influência, encurta processos, ganha mais aliados. “Como toda competência, vender é algo que pode ser observado, avaliado e também desenvolvido, inclusive por pessoas que atuam na área, que têm as vendas como função. Pode parecer redundante, mas não é. Todos os vendedores que conheci, que desenvolveram sua competência de vendas, foram além. A maioria muda apenas de empresa, permanece no mesmo lugar ou vive reclamando e esperando “essa chuva passar” pelo fato de apenas ocupar um cargo”. O texto completo foi extraído de http://revistavidapratica.com.br/blog/5-dicas-para-voce-vender-mais/ Autoria: Maria Cláudia Aravecchia Klein – Revista Vida Prática
Senado aprova texto-base da reforma da Previdência em segundo turno

Dois destaques foram rejeitados ainda na noite de ontem, antes do encerramento da sessão. Nesta quarta-feira (23), outros dois destaques serão apreciados 23 de outubro de 2019 – Após pouco mais de três horas de discussão, o Plenário do Senado aprovou o texto-base da reforma da Previdência em segundo turno. Às 19h22, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), proclamou o resultado. A proposta de emenda à Constituição (PEC) foi aprovada por 60 votos contra 19. “O Senado enfrentou neste ano uma das matérias mais difíceis para a nação brasileira”, disse Alcolumbre ao encerrar a votação. “Todos os senadores e senadoras se envolveram pessoalmente nas discussões e aperfeiçoaram esta matéria, corrigindo alguns equívocos e fazendo justiça social com quem mais precisa.” O texto necessitava de 49 votos para ser aprovado, o equivalente a três quintos do Senado mais um parlamentar. Destaques A conclusão da votação da reforma da Previdência em segundo turno ficou para esta quarta-feira (23). Uma série de questionamentos sobre um destaque apresentado pelo PT fez o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), encerrar a sessão às 20h45. Alcolumbre convocou uma nova sessão para hoje, às 9h, para o Senado apreciar os dois destaques de bancada que ainda faltam: um do PT e outro da Rede. Segundo o Ministério da Economia, a aprovação do destaque do PT desidrataria a reforma da Previdência em R$ 23,2 bilhões. O Senado havia derrubado dois destaques que retirariam pontos do texto e desidratariam a proposta. Durante a votação do terceiro destaque, uma série de questões de ordem sobre o regimento do Senado, aliada à diminuição do quórum, apressou o encerramento da sessão. O terceiro destaque, do senador Humberto Costa (PT-PE), trata da aposentadoria especial para o trabalhador exposto a agentes nocivos químicos, físicos e biológicos. O parlamentar quer votar em separado a expressão “enquadramento por periculosidade”. O último destaque, do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), permite a votação em separado das idades mínimas de aposentadoria especial dos trabalhadores expostos a agentes nocivos. Alcolumbre havia iniciado a votação do terceiro destaque quando o senador Eduardo Braga (MDB-AM) começou os questionamentos sobre o alcance do texto. O parlamentar levantou uma questão de ordem porque a Mesa do Senado, segundo uma interpretação, aceitou um destaque que inseriria um ponto novo na reforma da Previdência. Na votação de uma PEC em segundo turno, só são admitidas emendas de redação, que esclarecem pontos, ou supressivas, que retiram pontos do texto. Senadores da oposição e até da base aliada passaram a pressionar o presidente do Senado a aguardar a emissão de um parecer da consultoria técnica da Casa, hoje pela manhã, para ver se o destaque do PT poderia ser votado. Depois de cancelar a votação do terceiro destaque, Alcolumbre ainda tentou pôr em votação o destaque da Rede. No entanto, por recomendação do líder do Governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), o presidente do Senado decidiu encerrar a sessão e concluir a votação hoje. Fonte: Agência Brasil
Brasileiros já pagaram R$ 2 trilhões em tributos no ano, alerta Impostômetro

23 de outubro de 2019 – O Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) atingiu a marca de R$ 2 trilhões nesta quarta-feira (23/10), às 13h30. O valor – que representa o total de impostos, taxas e contribuições pagos pelos contribuintes desde o início do ano – será alcançado 14 dias antes do que em 2018, indicando que os brasileiros estão pagando mais tributos aos cofres dos governos municipais, estaduais e federal. Marcel Solimeo, economista da ACSP, lembra que nesse ritmo, até o fim do ano, atingiremos a marca de R$ 2,4 trilhões em impostos. Boa parte deste total é reflexo da inflação. “Esse volume é reflexo da inflação e está dentro das previsões levando em consideração os problemas que o governo enfrenta”, diz Solimeo. “O esforço que o governo vem fazendo com o teto dos gastos tem tido resultados muito lentos se considerar a urgência da redução no gasto governamental”. O economista argumenta que para reverter esse cenário é preciso mais eficácia no corte dos gastos e na gestão das contas públicas em um país que tem a maior carga tributária entre os países emergentes e, ao mesmo tempo, não oferece serviços públicos na mesma medida. O painel do Impostômetro foi implantado em 2005 pela ACSP para conscientizar os brasileiros sobre a alta carga tributária e incentivá-los a cobrar os governos por serviços públicos de mais qualidade. Está localizado na sede da ACSP, na Rua Boa Vista, centro da capital paulista. Outros municípios e capitais se espelharam na iniciativa e instalaram seus painéis. No portal www.impostometro.com.br é possível diversas informações. Fonte: ACSP
Alta na contratação de temporários indica novo fôlego do varejo, diz ACSP

Segundo estimativa da Asserttem, vagas temporárias devem registrar um aumento de 13,8% com relação ao ano passado 22 de outubro de 2019 – A Associação Brasileira do Trabalho Temporário (Asserttem) prevê a abertura de 570 mil vagas no final deste ano em todo o país – uma expansão de 13,8% em relação ao mesmo período do ano passado (entre setembro e dezembro), quando foram disponibilizados 500 mil postos de trabalho.Cerca de 366 mil vagas estarão em São Paulo, o estado brasileiro com maior participação na geração de vagas de trabalho temporário. O número de contratações pouco mais elevado que nos anos anteriores reflete a expectativa de uma pequena melhora na economia em 2020, de acordo com Marcel Solimeo, economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). “A perspectiva de recuperação da economia brasileira no próximo ano somada ao aumento da demanda dos consumidores deve impactar positivamente as decisões contratuais das empresas, e caso se concretize, pode levar uma parcela de empresários a absorver parte dos novos admitidos. Pode ser um novo fôlego para o varejo”, diz o economista da ACSP. As contratações que historicamente, se iniciavam em meados de agosto, neste ano, ficou mais aquecida no início de outubro, em razão das vendas para o Dia das Crianças, e se estender até as compras de final de ano para o Natal, segundo a entidade. O levantamento da Asserttem corrobora com essa previsão. Outubro e dezembro devem ser os meses com maior volume de vagas, em comparação a 2018, com crescimento de 19,8% e 21,8%, respectivamente. Solimeo explica que a geração de vagas formais através do trabalho temporário, no formato da Lei Federal 6019/74 se tornou uma alternativa de contratação utilizada em diversos setores e para qualquer nível de ocupação, desde o microempreendedor até as multinacionais. “A modalidade é uma solução para muitos. As empresas que colocaram o pé no freio nas contratações e que usaram esse período para arrumar a casa e enxugar os gastos podem aproveitar o aumento nas vendas para uma retomada” No contrato temporário, geralmente por dois ou três meses, o trabalhador tem os mesmos direitos de um empregado fixo, só que por tempo determinado. Na modalidade de trabalho intermitente, o funcionário pode ser contratado por dia, e até por hora, dependendo da necessidade da loja. Na sequência da região Sudeste, que tem a maior participação no número de contratações, o levantamento mostra que vem os estados do Paraná (36.899), Rio de Janeiro (34.688), Santa Catarina (26.870) e Amazonas (26.701). Fonte: ACSP
CACB reúne Comitê Jurídico e discute temas como Liberdade Econômica e reforma tributária

Grupo deseja criar campanha para divulgar aos empresários brasileiros as mudanças trazidas com a Lei da Liberdade Econômica 21 de outubro de 2019 – O Comitê Jurídico da CACB se reuniu nesta segunda-feira (21), na sede da entidade, em Brasília. Na pauta de discussões, assuntos como a Lei da Liberdade Econômica, Convenção Coletiva de Trabalho, PL 10.940, Lei Geral de Proteção de Dados, entre outros. O grupo abriu o debate fazendo uma análise das propostas de reforma tributária que estão em discussão no Congresso Nacional e fazendo uma estratégia para se chegar ao consenso sobre qual das propostas a CACB irá apoiar. O coordenador da Câmara Brasileira de Mediação e Arbitragem Empresarial (CBMAE) da CACB, Eduardo Vieira, que comandou a reunião, deu detalhes sobre as discussões em torno do PL 10.940, em tramitação na Câmara dos Deputados, que altera a Lei nº 9.492, de 10 de setembro de 1997, para definir os títulos e os documentos de dívidas suscetíveis de protesto. De acordo com ele, já há um consenso entre os atores envolvidos no projeto e que as entidades interessadas aguardam o texto final para darem seu parecer. Ainda no mesmo assunto, a relações governamentais da Faciap, Juliana Romano, chamou a atenção para dois Projetos de Lei que tramitam na Câmara dos Deputados – PL 6792/2006 e PL 692/2011 – e que podem por a perder vários pontos negociados nas discussões do PL 10.940. Os representantes jurídicos das federações que formam o Sistema CACB também discutiram pontos referentes à Lei da Liberdade Econômica, o que julgam como um avanço para o liberalismo no Brasil, mas que ainda precisa chegar ao conhecimento da população. Por este motivo, o assessor Jurídico da Facisc, Murilo Reis, sugeriu uma campanha para divulgar em todo o Brasil pontos importantes da Lei, que facilita a vida dos empresários e permite o crescimento da economia. “Tudo que está no texto vem para nos ajudar. Nós recebemos os pregos e o martelo, mas precisamos estimular o uso destas ferramentas”, ponderou. Estiveram na reunião representantes jurídicos dos estados de Mato Grosso (Rafael Furman), Mato Grosso do Sul (Roberto Oshiro), Minas Gerais (Carlos Alves), Paraná (Juliana Romano), Rio Grande do Sul (Anderson Trautman Cardoso), Rondônia (Marcos Kobayashi) e Santa Catarina (Murilo Reis). Fonte: CACB
Tributação sobre renda das empresas brasileiras é uma das mais altas do mundo

A tributação sobre a renda das empresas brasileiras é uma das mais elevadas do mundo, segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Segundo a entidade, a alíquota nominal sobre as empresas que recolhem pelo regime de lucro real (regra geral para a apuração de tributos, determinada pelo lucro contábil acrescido de ajustes) é de 34%. Esse é o pior índice em um ranking com 18 países que competem diretamente com o Brasil no mercado internacional, segundo análise a partir da base de dados Tax Rates Online da KPMG, elaborada pela confederação. O documento revela também que quando o total de impostos e contribuições recolhidos pelas empresas é medido como percentual do lucro, o Brasil está entre os últimos colocados. Essa proporção é de 65,1% no Brasil, à frente da Colômbia (71,9%) e da Argentina (106%), no comparativo internacional. Sob outra ótica, o valor registrado no Brasil chega a ser três vezes maior que o verificado para o Canadá (20,5%), o melhor colocado no ranking. Os números são do relatório Doing Business 2019, do Banco Mundial. Segundo o gerente executivo de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, esse dado indica que cerca de dois terços dos resultados das empresas brasileiras são transferidos para o erário. Castelo Branco argumenta que a tributação elevada reduz a capacidade de investimento das empresas. “Isso é ruim porque grande parte dos investimentos é realizado a partir do lucro que as empresas conseguem separar para aumentar a sua capacidade produtiva”, disse. O gerente da CNI acrescentou que como a tributação sobre a renda das empresas é mais alta do que em outros países, também fica reduzida a capacidade de atrair investimentos externos para o Brasil. “Na última década, vem sendo obervada uma tendência de redução da tributação sobre o lucro das empresas. Mais recentemente, os Estados Unidos e a Argentina reduziram, e a Europa já vem nesse movimento há muito tempo. Isso faz com que nós fiquemos atrasados nesse processo e com isso perdemos a nossa capacidade de atrair empresas estrangeiras para cá. Ou, no caso das empresas que já operam aqui, ficam sem capacidade de realizar novos investimentos porque suas matrizes preferem operar a partir de países que têm condições melhores de tributação”, afirmou, ao defender a redução no Brasil do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica. Reformas Para a CNI, os dados reforçam a necessidade de reforma do sistema tributário brasileiro. A entidade defende prioridade para a reforma tributária, logo após a aprovação das alterações nas regras da Previdência. Na avaliação da CNI, além da redução da carga tributária, o sistema tributário deve perseguir a simplicidade, neutralidade, transparência e isonomia. Nesse primeiro momento, diz a CNI, o foco da reforma tributária deve ser a adoção de um Imposto sobre o Valor Adicionado (IVA) que permita a remoção da cumulatividade e simplifique o sistema. De acordo com a confederação, em função da cumulatividade, empresas não conseguem compensar parte de tributos – ou a totalidade deles – paga em etapas anteriores do processo produtivo. Essa dinâmica torna os produtos fabricados no Brasil mais caros. Na maioria dos países, diz a CNI, os seis tributos que, no Brasil, incidem sobre a circulação de bens e serviços – PIS/Pasep, Cofins, IPI, ICMS, Combustíveis e ISS – são substituídos por apenas um, o IVA. O último grande país que ainda tinha um IVA fora do padrão global era a Índia, que já promoveu uma reforma. Atualmente há duas proposta de emenda à Constituição em tramitação no Congresso – a PEC Nº 45 na Câmara dos Deputados e a PEC Nº 110 no Senado. O governo também pretende enviar ao Congresso uma proposta de reforma tributária, que ainda não foi detalhada. “A expectativa é que a reforma não vai alterar a carga tributária global da economia, mas deve buscar promover um sistema mais eficiente. Hoje temos um sistema muito desigual, alguns segmentos têm uma tributação mais elevada que outros. No caso da indústria, é um dos segmentos mais tributados da economia. Em outros países, às vezes tem disparidade, mas poucos têm uma desigualdade tão grande.”, disse Castelo Branco. O peso dos tributos no Brasil e em países selecionados Alíquota nominal sobre a renda das empresas (2018) Tributos como proporção do lucro das empresas (%, exceto impostos sobre valor adicionado e receita de vendas) País (%) País (%) Polônia 19,0 Canadá 20,5 Tailândia 20,0 África do Sul 29,1 Rússia 20,0 Tailândia 29,5 Turquia 22,0 Indonésia 30,1 China 25,0 Coreia do Sul 33,1 Indonésia 25,0 Chile 34,0 Coreia do Sul 25,0 Peru 36,8 Espanha 25,0 Polônia 40,7 Canadá 26,5 Turquia 40,9 Chile 27,0 Rússia 46,3 África do Sul 28,0 Espanha 47,0 Peru 29,5 Austrália 47,4 Argentina 30,0 Índia 52,1 Austrália 30,0 México 53,0 Índia 30,0 China 64,9 México 30,0 Brasil 65,1 Colômbia 33,0 Colômbia 71,9 Brasil 34,0 Argentina 106,0 Fonte: Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil Brasília
Associação Comercial convida empresas para Campanha Nome Limpo

Adesão para empresas será gratuita até o dia 1º de novembro; É a última oportunidade do ano para empresas convidarem seus clientes à negociar dívidas; A Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) já começou os preparativos para a 14ª edição da campanha de recuperação de crédito Nome Limpo, que será realizada de 9 a 13 de dezembro, na sede da entidade. Empresas de diversos segmentos, entidades representativas de classe e instituições financeiras podem participar e atender seus clientes na estrutura preparada dentro da ACICG. A adesão para as empresas é gratuita e pode ser feita até o dia 1º de novembro. Letícia Ribeiro, Gerente de Negócios da ACICG, diz que a campanha é bastante aguardada pelo comércio, e reforça que será a última oportunidade do ano. “O Nome Limpo possibilita às empresas o recebimento e regularização dos créditos perdidos, a reativação de clientes antigos e, ainda, contribui para o aquecimento do mercado para as compras de Natal. Esses fatores somados ao desejo das pessoas de regularizarem sua situação financeira, e à liberação do 13º salário gera excelentes resultados fazendo com o que o dinheiro volte a circular aqui na cidade”, explica.
Setembro tem a maior criação de emprego formal para o mês desde 2013

Serviços e indústria de transformação puxaram abertura de vagas Beneficiada pelos serviços e pela indústria, a criação de empregos com carteira assinada atingiu, em setembro, o maior nível para o mês em seis anos e o sexto mês seguido de crescimento. Segundo dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), da Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia, 157.213 postos formais de trabalho foram criados no último mês. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões.A última vez em que a criação de empregos tinha superado esse nível foi em setembro de 2013, quando as admissões superaram as dispensas em 211.068. A criação de empregos totaliza 761.776 de janeiro a setembro, 6% a mais que no mesmo período do ano passado. Setores Na divisão por ramos de atividade, sete dos oito setores pesquisados criaram empregos formais em setembro. O campeão foi o setor de serviços, com a abertura de 64.533 postos, seguido pela indústria de transformação (42.179 postos). Em terceiro lugar, vem o comércio (26.918 postos). O nível de emprego aumentou na construção civil (18.331 postos); na agropecuária (4.463 postos), no extrativismo mineral (745 postos) e na administração pública (492 postos). O único setor que demitiu mais do que contratou foram os serviços industriais de utilidade pública, categoria que engloba energia e saneamento, com o fechamento de 448 postos. Tradicionalmente, a geração de emprego é alta em setembro, por causa da produção da indústria para o natal e do aquecimento do comércio e dos serviços para as festas de fim de ano. Na agropecuária, o início da safra de cana-de-açúcar é a principal responsável pela geração de empregos, principalmente no Nordeste. Regiões Todas as regiões brasileiras criaram empregos com carteira assinada em setembro. O Nordeste liderou a abertura de vagas, com 57.035 postos, seguido pelo Sudeste (56.833 vagas) e pelo Sul (23.870 vagas). O Centro-Oeste criou 10.073 postos, e o Norte abriu 9.352 vagas formais no mês passado. Na divisão por estados, todas as 27 unidades da Federação geraram empregos no mês passado. As maiores variações positivas no saldo de emprego ocorreram em São Paulo (abertura de 36.156 postos), em Pernambuco (17.630), em Alagoas (16.529) e no Rio de Janeiro (13.957). Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil