Campo Grande vive ciclo de expansão imobiliária e abre oportunidades para investidores

Crescimento populacional, expansão urbana e preços ainda competitivos colocam a Capital entre os mercados promissores do Centro-Oeste.

O mercado imobiliário de Campo Grande atravessa um dos momentos mais favoráveis dos últimos anos. Impulsionada pelo crescimento populacional, aumento da renda da população e expansão urbana planejada, a Capital sul-mato-grossense vem registrando indicadores que apontam para um cenário de fortalecimento do setor e abertura de novas oportunidades para investidores, incorporadoras e compradores, segundo a avaliação do Núcleo de Imobiliárias da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG).

Um dos indicadores destacados pelo Otávio Cassimiro, especialista do mercado imobiliário e membro do Núcleo de Imobiliárias da ACICG, é o desempenho das vendas na Capital. No primeiro trimestre de 2026 foram comercializadas 464 unidades, crescimento de 3,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. O volume geral de vendas acumulado alcançou R$ 1,74 bilhão.

O dado ganha ainda mais relevância porque foi registrado em um período com redução de 41% nos lançamentos imobiliários. “Na prática, o mercado absorveu mais imóveis mesmo com uma oferta menor, sinalizando um ambiente favorável aos vendedores e demonstrando a solidez da demanda local”, analisa Cassimiro.

Os preços também acompanham o movimento de fortalecimento do setor. Segundo o levantamento, os imóveis verticais registraram valorização anual de 10,5%, percentual superior à inflação no período.

“Campo Grande mantém preços mais competitivos quando comparada a outras capitais da região Centro-Oeste. O valor médio de venda é de R$ 6.650 por metro quadrado, abaixo de Goiânia e Cuiabá, o que indica espaço adicional para valorização nos próximos anos”, avalia o profissional.

Bairros

Além das regiões já consolidadas, bairros em expansão começam a chamar a atenção de investidores e compradores.

De acordo com o especialista, os bairros Tiradentes, Vila Nasser e Autonomista estão entre as áreas com maior potencial de valorização, impulsionadas por novos empreendimentos, melhorias urbanas e crescimento comercial. Entre as localidades com os maiores preços por metro quadrado aparecem Jardim dos Estados, Chácara Cachoeira, Santa Fé, Vilas Boas e Carandá Bosque, regiões que seguem concentrando empreendimentos de padrão elevado.

A confiança do mercado também pode ser medida pelo volume de investimentos previstos para os próximos anos. De acordo com Otávio, atualmente, 26 empreendimentos estão em desenvolvimento e aprovação na Prefeitura da Capital, representando uma carteira de investimentos estimados em R$ 2,4 bilhões e mais de 4,8 mil unidades habitacionais.

Na visão do coordenador do Núcleo de Imobiliárias da ACICG, Lourenço Fattori, Campo Grande reúne hoje características que raramente aparecem ao mesmo tempo: crescimento populacional, aumento da renda, valorização imobiliária acima da inflação e um volume expressivo de novos investimentos. “Isso cria oportunidades tanto para quem deseja adquirir um imóvel quanto para investidores e incorporadores que buscam mercados com potencial de expansão sustentável”, finalizou.