Carga tributária, aumento da concorrência e inadimplência travam comércio nas Moreninhas

Levantamento da ACICG reúne opiniões de 58 empresários de um dos maiores bairros da Capital; segurança e dificuldade para conseguir crédito também são problemas Levantamento realizado pela Escola de Varejo da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) com empresários do bairro Moreninhas, por meio do projeto ACICG Itinerante revela que os altos impostos são o principal motivo para o atraso no desenvolvimento do comércio da região, de acordo com 81% dos entrevistados. O segundo maior problema apontado por 57% dos lojistas são o aumento da concorrência e os baixos custos praticados pela mesma, seguido pela inadimplência (52%). Para 50% dos comerciantes da região, a falta de segurança pública também é um problema. “A exemplo do que realizamos nos bairros Itamaracá e Universitário, que também apontaram dificuldades com a segurança, colocaremos os representantes das Moreninhas em contato com autoridades da segurança na cidade, para que os empresários tenham orientações adequadas e saibam a quem recorrer”, explica o coordenador da Escola de Varejo, Moacir Pereira júnior. A dificuldade de conseguir crédito para investimentos impede o comércio de crescer na opinião de 38% dos empresários. “Nesse ponto, o Sicoob, parceiro da ACICG irá orientar os comerciantes sobre os caminhos para a conquista do crédito. Temos um posto de atendimento da cooperativa dentro da Associação Comercial, funcionando em horário diferenciado para atender esse público”, afirma Pereira Júnior. Apesar dos problemas apontados, os empresários das Moreninhas estão atentos ao mercado e sinalizaram que para melhorar a prática comercial na região precisam de capacitações como marketing para a empresa, qualidade no atendimento, planejamento estratégico, negociação e vendas e gestão visual da loja. “Já iniciamos alguns cursos e orientações aos empresários do bairro, cumprindo assim a proposta do ACICG Itinerante, que é levar os serviços disponíveis na sede da Associação Comercial aos pontos mais distantes, oportunizando o aprendizado à empresários de toda cidade. ”, finaliza Moacir Pereira Júnior, Gestor da Escola de Varejo. O tema do primeiro encontro foi sobre os custos invisíveis da empresa. O segundo abordou como aumentar o faturamento utilizando as redes sociais. No próximo dia 24 acontecerá o terceiro encontro, e será sobre ferramentas de marketing indispensáveis para o negócio. Empresas de 18 segmentos participaram do levantamento, e outro dado relevante são as classificações: apenas 7% das empresas são informais; 57% são Micro Empreendedores Individuais (MEIs); 29% Microempresas; e 7% são Pequenas Empresas. Serviço: Os encontros acontecem no salão da igreja Mana, localizada na Rua Sambaiba, nº 7, Vila Moreninha II. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (67) 3312 5059 ou 98409 1014.
Em formação, cooperativa do Rota do Sabor salta de 13 para 44 produtores rurais

ACICG, Sedesc, Uniderp, UFMS e Associação dos Moradores da Chácara das Mansões estão empenhadas em profissionalizar a produção de pequenos agricultores da Capital O Programa Rota do Sabor tem movimentado e trazido esperança para os pequenos produtores rurais da região da Chácara das Mansões, em Campo Grande. Com o objetivo inicial de profissionalizar a produção de hortifrútis em 13 propriedades da região para abastecer a rede municipal de ensino da cidade, a iniciativa ganhou novos rumos a partir da solicitação de 31 novos empreendedores para integrar a cooperativa em formação. Localizada em uma região de fácil acesso aos produtores, a Colônia de Férias da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande será a sede provisória da cooperativa. Após a formalização a cooperativa será incubada pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), e contará com o curso de Agronomia da Uniderp prestando apoio técnico para produção. Nos primeiros três meses, as reuniões entre os produtores e as entidades envolvidas no programa acontecerão todas as segundas-feiras, das 19h às 21h. Já os trabalhos de análise de solo e orientações técnicas, ocorrerão no período diurno. “Por estarmos tão próximos dessas famílias, temos a responsabilidade de ajudar a desenvolver os negócios que sustentam a região. Queremos inovar o setor produtivo de Campo Grande, por meio da profissionalização desses pequenos produtores rurais, e como boa parte da produção será absorvida pelo município, isso vai garantir que o dinheiro circule na Capital, movimentando nossa economia e ajudando essas famílias de produtores a prosperarem”, contribui o presidente da ACICG, João Carlos Polidoro. As próximas reuniões serão imprescindíveis para a formalização da cooperativa, pois além de fornecer as informações sobre o funcionamento da modalidade, os produtores deverão se conhecer e definir, por exemplo, a linha de produção e o cronograma das propriedades. Em duas semanas será fechado o processo de cadastro dos produtores, e o número total de cooperados poderá ser ainda maior. “Precisamos fechar este cadastro para podemos trabalhar com as demandas mapeadas. Tivemos a informação que esse número pode ultrapassar o 44 cadastrados até o momento e, inclusive, com a participação de empresários já estabelecidos, que estão se achegando à ideia da cooperativa e isso é muito legal”, conta a Coordenadora da Incubadora de Cooperativas da UFMS, Mirian Aveiro. A incubadora da UFMS dará suporte técnico, administrativo e jurídico à cooperativa, e o curso de Engenharia de Produção participará ensinado a aumentar o valor agregado dos produtos. Os associados terão direito à atendimento médico-odontológico, também propiciados pela Universidade Federal. “A UFMS está feliz com esse projeto. É um trabalho que iniciamos há 9 anos, mas que hoje, com a construção do mercado-escola, demandamos a necessidade desses produtos. Só o restaurante universitário consome 26 toneladas de hortaliças por mês, e é abastecido por externo, por meio do CEASA, por isso recebemos um convite da UFMS para produzir esses alimentos, e abraçaremos esse convite bem como o objetivo de atingir a autossuficiência na produção de alimentos aqui no município, finaliza Mirian. Rota do Sabor – O Programa Rota do Sabor foi lançado no dia 02 de junho, e é realizado por meio da parceria entre a Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG), a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedesc), universidade Uniderp, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), e a Associação dos Moradores da Chácara das Mansões (AMCM). Criado com o objetivo de organizar a produção rural do município, o programa pretende reduzir a evasão de Produto Interno Bruto (PIB), e especialmente gerar emprego e renda no campo. Parceira do programa, a Uniderp prestará assistência técnica às propriedades, por meio do curso de Agronomia. “Neste primeiro momento, acadêmicos e professores realizarão a análise de solo das propriedades, um serviço que permite conhecer em detalhes e as características do terreno e com isso direcionar as decisões para melhorar a produtividade, como exemplo na escolha do adubo e que quantidade deve ser aplicada. Vamos acompanhar a produção de hortifrúti até o momento da colheita, orientando sobre como tornar as atividades da agricultura familiar ainda mais sustentáveis”, explica a coordenadora de Agronomia da unidade Agrárias, Graziella Ribeiro Brum. O economista-chefe da ACICG, Normann Kallmus fala sobre a importância do programa para a economia de Campo Grande. “Atualmente a produção agrícola do município é responsável por menos de 4% dos volumes comercializados na CEASA. O resultado é que, se considerarmos somente os 11 produtos mais importantes, estamos comprando de outros estados o equivalente a R$200 milhões por ano. Para que se tenha a dimensão do problema, o PIB do agronegócio em 2016 foi de R$220 milhões, ou seja, poderíamos quase dobrar o PIB do setor primário se houvesse produção local”, afirma. Além de abastecerem a rede municipal de ensino da Capital, por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar, a cooperativa terá a oportunidade de vender sua produção no pavilhão reservado à agricultura familiar, dentro do CEASA, fornecer para a Universidade Federal, e comercializar os produtos para outras regiões dentro e fora do estado. “Alguns produtores já estão se organizando, inclusive, para aumentarem as produções de peixe e frango caipira para abastecerem o município”, complementa o economista. Luiz Fernando Buainain, secretário do Desenvolvimento Econômico e de Ciência e Tecnologia de Campo Grande, disse que o Rota do Sabor pode ser expandido para outras regiões da cidade. “Esse será o projeto piloto, que desenvolverá o conceito para ser expandido pelo município, visando inicialmente o mercado local e depois, o excedente para industrialização. Existem vários projetos em torno desse mesmo tema que serão colocados em funcionamento a partir do evento do dia 2. Entre as próximas regiões a serem avaliadas para participar do programa estão os distritos de Anhanduí e Rochedinho”, colaborou.
Índice de Negativação do Comércio da Capital volta a subir

Por mais de dois anos, Campo Grande tem perdido uma vaga de emprego formal por hora, fator que atrasa a retomada da economia O Índice de Negativação do Comércio (INC) apurado pela Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) encerrou o mês de maio em 35 pontos, três acima do indicador de abril, e dois pontos acima do mesmo período em 2016. Já o Índice de Recuperação de Crédito (IRC), atingiu 45 pontos, 10 acima do mês de abril. O economista-chefe da ACICG, Normann Kallmus alerta que o varejo deve se manter atento e que não se deixe levar pela vontade de faturar mais. “É melhor não vender do que vender e não receber. Embora a situação não seja crítica, quando comparado com o IRC, percebe-se que está esgotada a capacidade de recuperação do crédito. Claro que, se comparado com o indicador de 2015, que era de 173 pontos, podemos afirmar que tendemos a uma situação de estabilização em patamares muito mais baixos, no entanto é necessário considerar que não existem indicações de uma retomada mais efetiva dos níveis de emprego nos próximos meses, o que aumenta o risco de inadimplência”, explica. Embora o Índice de Recuperação de Crédito tenha aumentado em 10 pontos, o economista diz que isso não foi suficiente para reduzir a massa de inadimplentes. “Registramos em maio um aumento superior a 2.200 títulos no estoque de inadimplidos, enquanto em maio do ano passado houve uma redução de estoque de 4.400 títulos. No ano, já registramos um crescimento no estoque de inadimplidos de 6.700 títulos”, informa Kallmus. Metodologia – Considerando que a sazonalidade é uma característica da atividade comercial, tanto o INC quanto o IRC foram desenvolvidos com base fixa definida pela média do desempenho do ano de 2014. Portanto, os valores acima de 100 pontos são os que ultrapassam a média obtida no ano de 2014, e os valores abaixo de 100 estão aquém da média. A retomada do movimento no comércio – Nem os recentes saques das contas inativas do FGTS, nem as datas comemorativas que movimentam o comércio, tem auxiliado na retomada do movimento de forma satisfatória em Campo Grande. As condições para determinar quão sustentável é o desenvolvimento econômico dependem, entre outros fatores, do nível de emprego da economia local. Os dados no gráfico a seguir são do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do MTE), e apesar de recentes, não estão computadas as ocupações informais. No gráfico, as barras azuis representam as admissões e as barras laranja, as demissões. A linha vermelha representa a diferença entre as duas. No mês de abril foram somente 61 novos postos formais, mas no ano atingimos um crescimento de 459 vagas. “Nada mal se considerarmos que no mesmo período do ano passado registramos uma redução de 233 vagas. Atingimos a marca de 200.860 postos formais, o que significa que ainda não recuperamos o nível que havíamos atingido em fevereiro deste ano. Em 28 meses, portanto, foram fechadas 16.951 vagas, o que representa 605 vagas por mês, e mais de 30 por dia útil. Em outras palavras, durante mais de dois anos temos perdido uma vaga de trabalho formal por hora. O mercado não se recuperará instantaneamente, nem a curto prazo. Sem investimento, não há novos empregos. Sem segurança jurídica, não há investimento”, avalia Normann Kallmus. Empresas – Segundo a Junta Comercial (JUCEMS), no mês de maio foi registrado o fechamento de 259 empresas na capital, totalizando 1.191 no ano, contra a abertura de 2.532. Numa média básica, chegamos a mais de 238 fechamentos por mês, o que representa quase 12 por dia. “Mas se você acha que isso incomoda o governo é porque não está percebendo que a receita tributária do estado no período teve um crescimento de 10%, passando de R$4.658.054.687,66 para R$5.122.261.399,44, segundo dados do Portal da Transparência”, finaliza o economista.
Secretário da SAD e ACICG discutem arrecadação de ICMS no estado

O Secretário Carlos Alberto Assis, da Secretaria de Estado de Administração e Desburocratização (SAD) de Mato Grosso do Sul, se reuniu hoje (28) com o presidente da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG), João Carlos Polidoro, os diretores Renato Paniago e Gilberto Félix, e o economista-chefe da ACICG Normann Kallmus. Em pauta, a Casa do Empresário apresentou informações sobre o declínio da economia, o aumento significativo de fechamento de empresas e a redução na geração de empregos formais decorrentes da alta carga tributária. Na oportunidade, foi discutido o avanço no processo de simplificação de arrecadação de ICMS Substituição Tributária.
“Pacto Juntos por Campo Grande” é apresentado à Câmara de Vereadores

Por Janaina Gaspar Nesta terça-feira, o presidente da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) João Polidoro e o diretor do Conselho Político e Social (COPS) da ACICG, Frederico Valente, usaram a tribuna da Câmara Municipal de Campo Grande durante a sessão ordinária para falar sobre o Pacto Juntos por Campo Grande. Eles explanaram que a intenção do Pacto é elaborar um plano estratégico de desenvolvimento sustentável produzido conjuntamente pela gestão pública municipal e representantes da sociedade organizada. A participação da entidade na sessão aconteceu por intermédio do vereador Carlão. “É importante discutirmos com a sociedade civil organizada as prioridades e sugestões para que possamos legislar de forma mais eficaz. Essa Casa de Leis estará sempre de portas abertas para debater Campo Grande e de forma estratégica atuarmos em favor do bem comum dos munícipes. Nós vereadores não podemos tomar decisões políticas sem consultar a sociedade. Por isso a Câmara participa do Projeto do Pacto Juntos por Campo Grande, entendo como oportuna a discussão, para referendarmos os debates levantadas para o desenvolvimento da cidade”, ponderou Carlão. Lançado em maio de 2016, o Pacto Juntos por Campo Grande é um movimento político-social suprapartidário com a finalidade de provocar reflexões, tomadas de consciência e promover ações capazes de ajudar a cidade a se tornar mais democrática, inteligente, inclusiva e sustentável. “Nós precisamos assumir também o nosso papel como cidadão, nós temos que integrar as instituições, mostrar caminhos, projetos, apresentar críticas, temos que fazer o nosso papel”, destacou João Polidoro. Segundo Frederico Valente, a criação do Pacto Juntos por Campo Grande é um movimento no sentido de buscar alternativas para a cidade. “O que nos traz aqui é pensar em Campo Grande, fazer com que surja um movimento no sentido de buscar alternativas para a nossa cidade. Ninguém tem dúvidas da crise em que os municípios brasileiros enfrentam, e a sociedade civil esta atrás de buscar solução, buscando uma alternativa, fruto do exemplo de outras cidades que deram certo, através do planejamento. Precisamos sair de governo burocrático e buscar um governo onde a sociedade civil se integre, passe a fazer parte, onde os prefeitos e autoridades passam a ser grandes articuladores junto à sociedade civil, buscar parcerias para solução”, explicou.
Cooperativa de agricultores do Programa Rota do Sabor será oficializada hoje

ACICG, Sedesc, Uniderp, UFMS e Associação dos Moradores da Chácara das Mansões estão empenhadas em profissionalizar a produção de pequenos agricultores da Capital A Colônia de Férias da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) sediará hoje, dia 26, às 19h, a reunião que oficializará a cooperativa de agricultores familiares do Programa Rota do Sabor. Formada por produtores de hortifrútis da região da Chácara da Mansões, a cooperativa será incubada pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, e contará com o curso de Agronomia da Uniderp prestando apoio técnico para produção. Localizada em uma região de fácil acesso aos produtores, a Colônia de Férias será a sede provisória da cooperativa. “Por estarmos tão próximos dessas famílias, temos a responsabilidade de ajudar a desenvolver os negócios que sustentam a região. Queremos inovar o setor produtivo de Campo Grande, por meio da profissionalização desses pequenos produtores rurais, e como boa parte da produção será absorvida pelo município, isso vai garantir que o dinheiro circule na Capital, movimentando nossa economia e ajudando essas famílias de produtores a prosperarem”, contribui o presidente da ACICG, João Carlos Polidoro. Além da formalização da cooperativa, na reunião desta segunda-feira (26) será definida a linha de produção de cada propriedade participante. “Os produtores estão muito animados, especialmente porque, além de abastecerem a rede municipal de ensino de Campo Grande, por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar, eles terão a oportunidade de vender sua produção no pavilhão reservado à agricultura familiar, dentro do CEASA, e ainda haverá a possibilidade de fornecerem para a Universidade Federal, e comercializarem para outras regiões dentro e fora do estado. Alguns produtores já estão se organizando, inclusive, para aumentarem as produções de peixe e frango caipira para abastecerem o município”, conta o economista-chefe da ACICG, Normann Kallmus. Na última reunião realizada no dia 19 de junho, mais de 40 produtores das 13 propriedades que integram o programa receberam informações de como funcionará a cooperativa. “A incubadora da UFMS dará suporte técnico, administrativo e jurídico à cooperativa, e o curso de Engenharia de Produção participará ensinado a aumentar o valor agregado dos produtos. Os associados terão direito à atendimento médico-odontológico, também propiciados pela Universidade Federal”, lembra o economista. Rota do Sabor – O Programa Rota do Sabor foi lançado no dia 02 de junho, e é realizado por meio da parceria entre a Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG), a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedesc), universidade Uniderp, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), e a Associação dos Moradores da Chácara das Mansões (AMCM). Criado com o objetivo de organizar a produção rural do município, o programa pretende reduzir a evasão de Produto Interno Bruto (PIB), e especialmente gerar emprego e renda no campo. Parceira do programa, a Uniderp prestará assistência técnica a 13 propriedades, por meio do curso de Agronomia. “Neste primeiro momento, acadêmicos e professores realizarão a análise de solo das propriedades, um serviço que permite conhecer em detalhes e as características do terreno e com isso direcionar as decisões para melhorar a produtividade, como exemplo na escolha do adubo e que quantidade deve ser aplicada. Vamos acompanhar a produção de hortifrúti até o momento da colheita, orientando sobre como tornar as atividades da agricultura familiar ainda mais sustentáveis”, explica a coordenadora de Agronomia da unidade Agrárias, Graziella Ribeiro Brum. O economista-chefe da ACICG, Normann Kallmus reforça a importância do programa para a economia de Campo Grande. “Atualmente a produção agrícola do município é responsável por menos de 4% dos volumes comercializados na CEASA. O resultado é que, se considerarmos somente os 11 produtos mais importantes, estamos comprando de outros estados o equivalente a R$200 milhões por ano. Para que se tenha a dimensão do problema, o PIB do agronegócio em 2016 foi de R$220 milhões, ou seja, poderíamos quase dobrar o PIB do setor primário se houvesse produção local”, afirma. Luiz Fernando Buainain, secretário do Desenvolvimento Econômico e de Ciência e Tecnologia de Campo Grande, disse que o Rota do Sabor pode ser expandido para outras regiões da cidade. “Esse será o projeto piloto, que desenvolverá o conceito para ser expandido pelo município, visando inicialmente o mercado local e depois, o excedente para industrialização. Existem vários projetos em torno desse mesmo tema que serão colocados em funcionamento a partir do evento do dia 2. Entre as próximas regiões a serem avaliadas para participar do programa estão os distritos de Anhanduí e Rochedinho”, colaborou.
Produtos juninos podem ter mais da metade do seu valor em encargos

Fonte: IBPT – Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação O mês de junho é famoso pelas típicas quermesses e pelos festejos tradicionais desta época do ano. Mas o Fisco também pretende participar, ou melhor, estragar as brincadeiras, abocanhando grande volume de tributos embutidos nos preços dos produtos consumidos nas festas juninas. E neste caso, nem os Santos festejados, Santo Antônio, São João e São Pedro podem ajudar. Inclusive até mesmo suas imagens são tributadas: 51,52% dos seus preços em tributos. Segundo o estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação – IBPT, entre os itens mais tributados nesta ocasião estão: o quentão e os fogos de artifício, ambos com 61,56% de tributos e o vinho quente, com 54,73%. Mesmo os quitutes que possuem um valor mais acessível, não escapam dos encargos que já vêm embutidos e muitas vezes impedem que sejam consumidos fazendo a alegria de todos. A incidência tributária é de 36,54% na cocada ou no amendoim, 35,38% na canjica, 34,99% na pipoca e 24,07% no pinhão. E quem pretende curtir a festa caracterizado, de fato precisará remendar o bolso depois de tantos tributos, nas vestimentas: os encargos chegam a 34,67% na camisa xadrez e no vestido, 33,95% no chapéu de palha e 36,17% na bota de caubói. De acordo com o presidente executivo do IBPT, João Eloi Olenike, existe um exagero de tributação no Brasil, principalmente sobre o consumo, onde os preços de todos os produtos vêm carregados de tributos. “Em desacordo com o princípio da seletividade, pela sua essencialidade, os itens básicos de consumo sofrem com a alta carga tributária, o que deveria ocorrer em menor grau, já que se trata de alimentos comuns à mesa do brasileiro durante todo o ano, afirma Olenike. Produto Carga tributáriaAmendoim 36,54%Camisa xadrez 34,67%Canjica 35,38%Chapéu de Palha 33,95%Cocada 36,54%Refrigerante (lata) 46,47%Refrigerante (garrafa) 44,55%Vestido típico 34,67%Pé de moleque 36,54%Pipoca 34,99%Fogos de Artifício 61,56%Fubá 25,28%Milho cozido 18,75%Pinhão 24,07%Quentão 61,56%Vinho 54,73%Bota 36,17%Imagem de Santo 51,52%
Maio supera abril nas vendas, mas instabilidade no cenário político ainda preocupa

Aumento de impostos continua contribuído para fechamentos e mudanças de atividades das empresas O levantamento do Movimento do Comércio Varejista (MCV) produzido pela Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) mostrou que, o mês de maio atingiu 96 pontos, indicando alta nas vendas em relação ao mês de abril (82). O resultado também ficou quatro pontos acima do apurado no mesmo período de 2016. “O resultado nefasto do mês passado não se repetiu, graças às vendas do Dia das Mães. A média dos primeiros cinco meses foi de 89 pontos contra 85 em 2016. Estamos em melhores condições gerais, mas a lenta retomada do consumo e o comportamento do nível de emprego, preocupam muito. Se a ação do governo federal estancou os reflexos da operação Carne Fraca, a delação dos diretores do grupo JBS trouxe todos os receios para o centro do debate”, explica o economista-chefe da ACICG, Normann Kallmus. De acordo com Kallmus, em Campo Grande, cuja matriz de exportação tem concentrados na cadeia da carne 76% dos embarques, “o desenlace poderá ser catastrófico”. “É bem verdade que os indicadores econômicos passaram a reagir de forma coerente a partir da assunção da equipe econômica, mas o desenvolvimento precisa mais do que técnicos para existir. A insegurança jurídica, em muito provocada pelas interpretações pouco ortodoxas dos textos legais, só faz aumentar as incertezas e, ao mesmo tempo, reduzir as condições para o investimento”, complementa. Metodologia – O MCV/ACICG é um índice apurado a partir da evolução dos dados do setor, englobando as transações realizadas entre empresas e também entre consumidores e o comércio. Considerando a sazonalidade característica da atividade comercial, o MCV foi desenvolvido com base fixa definida pela média do desempenho do ano de 2014. O Índice é composto de dois outros sub índices que ajudam a avaliar sua evolução: o MCV-PF, que analisa as transações entre Pessoas Físicas e as empresas do setor terciário, e o MCV-PJ, que avalia as transações entre as empresas. O MCV-PF de maio foi de 99 pontos, contra 93 no mesmo mês de 2016, 108 em 2015 e 2014. Atribuímos a esse componente o desempenho melhor do comércio varejista em relação ao indicador do ano passado. Já o MCV-PJ foi de 76 pontos, contra 80 em maio de 2016, e 88 em 2015. “Este continua sendo o maior problema registrado na análise do mês, que corrobora a tendência de queda que temos observado nos últimos meses”, afirma Kallmus. O economista-chefe da ACICG conta que o comportamento desses indicadores mostra que estão ocorrendo duas alterações significativas no comportamento das empresas do setor que é responsável por mais de 75% do PIB em valores agregados do município. “Em primeiro lugar, como já temos alertado há algum tempo, as empresas não estão fazendo estoque, o que pode ser observado a partir do comportamento muito similar entre os MCV-PF e MCV-PJ. O outro aspecto a ser destacado é derivado da observação do fechamento de empresas e da alteração da atividade principal, de revenda a representação. O problema é que a carga tributária, aliada à falta de coerência do setor público, só agravam a tendência. Há casos emblemáticos como o da aquisição de kits e uniformes escolares, tanto do estado quanto do município, através de adesão a atas de registro de preços de certames efetuados em outros estados, no valor de quase R$20 milhões (R$8,4 milhões do estado e R$3,4 milhões do município em kits, e mais R$7,8 milhões do município em uniformes). O que ocorre é a geração de um círculo vicioso. A alta carga tributária aumenta o custo e reduz a competitividade das empresas. Isso reduz o mercado ainda mais. Menos transações, menos receita tributária, portanto, maior pressão para aumento da carga tributária”, detalha Normann Kallmus. Perspectivas O economista-chefe da ACICG afirma que, de acordo com o levantamento, junho nunca apresentou um indicador maior do que maio, e que não existem razões objetivas para imaginar que esse paradigma seja quebrado neste ano. Conforme previsto no último Boletim, maio manteve a tendência de alta em relação a abril, mas não exatamente por desempenho da economia, mas por um aspecto social, que é o desejo de presentear no Dia das Mães. Kallmus explica que o fator de risco para qualquer análise da situação brasileira, não está no desempenho econômico, mas na insegurança jurídica à qual os poderes Judiciário, Legislativo e Executivo expõem a todos. “O quebra-quebra promovido em Brasília aparentemente gerou efeito contrário ao que se esperava, aumentando a repulsa aos movimentos esquerdistas, evidentemente vinculados aos episódios. Decisões como a do TSE de não reconhecer fatos comprovados e não cassar a chapa Dilma-Temer, ao contrário de tranquilizar o mercado, deixa seus agentes cada vez mais inseguros, gerando uma evidente dificuldade na retomada dos investimentos. Os avanços prováveis na legislação trabalhista trazem algum alento, mas não o suficiente para garantir uma retomada das atividades produtivas, o que evidentemente aprofunda o problema do desemprego”, finaliza.
Dia dos Namorados: movimento deve ser intenso no fim de semana

Imposto sobre presentes favoritos pode chegar a 78,99% Levantamento produzido pelo Centro Universitário Anhanguera de Campo Grande em parceria com a Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) revela que 84% dos entrevistados pretendem presentear no Dia dos Namorados, e o principal local para as compras será o Centro de Campo Grande. Com a nova liberação de saques de contas inativas do FGTS a partir deste sábado (10), o movimento no comércio deve ser intenso, porém, muitos namorados sentirão o amargor dos impostos, que podem chegar a 78,99% sobre alguns dos produtos mais cobiçados na data festiva. A pesquisa de intenção de compra foi produzida entre os dias 19 e 24 de maio, com entrevistas de 492 pessoas, em sete regiões da Capital: Segredo, Prosa, Lagoa, Imbirussu, Anhanduizinho, Bandeira e Centro. A maioria dos entrevistados (30%) está disposta a investir de R$ 51,00 a R$ 100,00, e 22% vai gastar de R$ 101,00 a R$ 150,00. Se a análise incluir todas as faixas de valores até R$ 150,00, 65% dos entrevistados têm disponibilidade de gastar até esse valor para comprar o seu presente. Quase 70% desses entrevistados afirmaram que comprarão à vista. João Carlos Polidoro, presidente da ACICG, diz que os empresários aguardam movimento intenso para este fim de semana. “O Dia dos Namorados é uma das datas mais quentes para o comércio, e a liberação de quase R$141 milhões do saque do FGTS para o estado no sábado, certamente vai contribuir com aumento do movimento nas lojas”, acredita. As lojas do Centro foram apontadas pelos consumidores como melhores locais para comprar os presentes, com 35% da escolha dos entrevistados, porém 19% ainda estão indecisos e não sabem onde farão suas compras. Entre as opções favoritas de presentes citados na pesquisa estão perfumes (18%), roupas (16%) e flores (12%). “Apesar do romantismo que envolve a simbologia desses presentes, o consumidor pode ter uma amarga surpresa ao se deparar com a incidência de impostos sobre seus presentes. Por exemplo, 78,99% do valor de um perfume importado é imposto; 34,67% sobre o valor de uma roupa, é imposto; e sobre o preço das flores, 17,41% são impostos”, informa Polidoro. Outros produtos citados como sapatos, bolsas e acessórios, também possuem alta carga tributária incidindo sobre seus preços. Confira a lista: Presente Imposto Perfume importado 78,99% Perfume nacional 69,13% Roupas 34,67% Flores 17,41% Sapatos / Calçados 36,17% Bolsas 39,95% Bijuterias 43,36% Cosméticos 55,27% Celular 39,80% Relógio 53,14% Livros 15,52% Joias 50,44% Chocolate 39,61% Pacote viagem 29,56% Fonte: IBPT – Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação Impacto dos impostos – O impostômetro instalado na fachada da ACICG informa que de janeiro até o dia 08 de junho, os brasileiros já pagaram mais de R$956 bilhões de tributos ao Governo Federal. Os sul-mato-grossenses já pagaram quase R$9,5 bilhões em impostos, e os cidadãos de Campo Grande, quase R$4,5 milhões. “Diante da quantidade de impostos que o consumidor paga é possível imaginar o quão alta é também a carga tributária paga pelos empresários, que além de ser tributado nos produtos que oferece, precisa arcar também com os impostos da folha de pagamento de pessoal, do prédio de sua loja, das operações do dia a dia, e infelizmente quem também recebe essa conta, é o cliente. A população precisa continuar atenta à quantidade impostos que paga e cobrar o retorno disso ao poder público”, finaliza o presidente da ACICG, João Carlos Polidoro.
Pressão de líderes empresariais contribui para aprovação da reforma trabalhista na CAE

Diretores da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) estiveram novamente em Brasília, nesta terça-feira (6), articulando com líderes das bancadas do Senado para a aprovação da reforma trabalhista. A reforma foi aprovada pel a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), e segue agora para análise da Comissão de Assuntos Sociais (CAS).”É preciso desmistificar a Reform Depois, a matéria ainda terá de ser votada na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) antes de ser apreciada pelo Plenário. Na visão da ACICG, entidade que representa mais de 6,5 mil empresas da Capital, a reforma trabalhista é necessária para regularizar algumas situações que já existem nas relações de trabalho, trazendo segurança jurídica e flexibilização para as categorias patronal e laboral. No dia 30 de maio a ACICG também compôs uma comitiva nacional de mais de 20 entidades de classe empresariais que foram a Brasília para pedir mudanças na legislação. “Esse movimento em Brasília serve para defender a modernização da legislação trabalhista no Brasil, fazendo um contraponto junto aos senadores de MS e dos outros estados pela defesa da necessidade de as reformas continuarem, sobretudo a trabalhista. O Brasil não pode parar em virtude da crise política, precisamos criar um ambiente que permita o desenvolvimento dos negócios para gerar empregos, afinal, temos mais de 14 milhões de desempregados no Brasil esperando uma oportunidade”, explica o presidente da ACICG, João Carlos Polidoro.