ACICG estima cerca de mil oportunidades de trabalho temporário no fim de ano

A Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) estima cerca de mil oportunidades de trabalho temporário no comércio e nos serviços da Capital no último trimestre de 2026. A projeção é aproximadamente 9% inferior às 1.100 oportunidades estimadas pela entidade em 2025.

De acordo com a pesquisa Perspectivas Empresariais para Contratações 2026, realizada pela ACICG no mês de outubro, 73% dos empresários consultados esperam manter o mesmo volume de contratações temporárias em relação ao ano passado. Outros 22% pretendem contratar mais, enquanto 5% projetam uma redução. Em 2025, 59% dos entrevistados esperavam manter o número de contratações, 36% planejavam ampliar e 5% previam diminuir.

O presidente da ACICG explica que, em 2026, a projeção considera um cenário diferente, no qual parte da demanda por mão de obra poderá resultar em contratações permanentes, e não temporárias. O movimento está relacionado à necessidade de os empresários reorganizarem suas equipes diante das mudanças na jornada de trabalho devido ao fim da escala 6×1, que entrará em vigor em 15 de dezembro deste ano.

“Os dados mostram que a maioria dos empresários pretende manter o volume de contratações do ano passado, mas as empresas também estão avaliando suas demandas de pessoal diante das mudanças do fim da escala 6×1. Parte dessas vagas pode ser direcionada a contratações permanentes, o que também influencia a projeção de oportunidades temporárias para este fim de ano”, afirma o presidente da ACICG, Omar Aukar.

Contratações devem se concentrar em dezembro

A pesquisa indica que dezembro será o principal período para a contratação de temporários. Para 32,35% dos empresários, as admissões devem ocorrer na primeira quinzena do mês, enquanto 27,45% pretendem contratar na segunda quinzena. Outros 11,76% planejam realizar contratações em novembro, e 13,73% informaram que já contrataram. Por outro lado, 14,71% não pretendem fazer novas admissões temporárias.

Entre os empresários que informaram quantos profissionais pretendem contratar, aproximadamente 76% planejam abrir até duas vagas temporárias, indicando que a maior parte das oportunidades deve estar concentrada em pequenos reforços nas equipes.

O levantamento também aponta potencial de continuidade para parte dos profissionais contratados temporariamente. Entre os empresários que responderam à questão sobre efetivação, pouco mais de 75,3% afirmaram que pretendem manter os trabalhadores após o período de maior movimento, enquanto 24,26% não têm essa intenção. Em 2025, o percentual de empresários com intenção de efetivação era de 88,6%, queda de 13,3 pontos percentuais.

“Mesmo em um cenário mais cauteloso, o trabalho temporário continua sendo uma oportunidade de entrada no mercado formal. A efetivação dependerá das necessidades de cada empresa, do desempenho dos profissionais e dos resultados das vendas no fim do ano”, destaca Omar.

Cenário político e econômico

Com a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, o setor empresarial acompanha os próximos passos da política econômica e seus possíveis reflexos sobre o consumo, o crédito e os custos das empresas. “Para o comércio, é fundamental que existam condições favoráveis para o consumidor comprar e para o empresário investir. O comportamento das vendas nas próximas semanas será importante para orientar as decisões sobre reforço das equipes e manutenção dos empregos”, avalia o presidente da ACICG.