Núcleo de Saúde e Segurança no Trabalho da ACICG orienta sobre o Outubro Rosa nas empresas


Ações de prevenção, autocuidado e saúde emocional podem contribuir para ambientes de trabalho mais saudáveis e relações profissionais mais sustentáveis

O Outubro Rosa costuma levar às empresas campanhas de conscientização sobre os cânceres de mama e de colo do útero e a importância da prevenção. Para o Núcleo Setorial de Gestão Integrada de Saúde e Segurança no Trabalho da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) a data também pode ampliar a discussão sobre saúde integral da mulher no ambiente corporativo, incluindo prevenção, autocuidado, saúde emocional e percepção dos próprios limites.

A proposta é que a campanha seja um ponto de partida para iniciativas permanentes, e não apenas uma ação pontual neste mês. Ao reconhecer sinais de sobrecarga, cuidar da saúde e buscar apoio quando necessário, a profissional pode ter melhores condições para lidar com as demandas e relações do trabalho.  

“Nesse processo, a empresa também tem papel importante na construção de um ambiente que favoreça o cuidado, a prevenção e o bem-estar ao longo do ano”, complementa a psicóloga Cícera Gavioli, especialista membro do Núcleo Setorial de Gestão Integrada de Saúde e Segurança no Trabalho da ACICG.

O que as empresas podem fazer?    

Mais do que promover uma ação durante o Outubro Rosa, algumas iniciativas ajudam a transformar a campanha em uma oportunidade de fortalecer uma cultura organizacional mais atenta à saúde e ao bem-estar das profissionais:

Preparar lideranças: gestores têm papel importante na construção de ambientes nos quais questões relacionadas à saúde possam ser tratadas com respeito e acolhimento.

Ir além do câncer de mama: abordar saúde da mulher de maneira integral, incluindo prevenção, consultas e exames de rotina, saúde emocional e qualidade de vida.

Criar espaços de informação: promover palestras, rodas de conversa ou conteúdos educativos com profissionais da saúde.

Estimular o autocuidado sem culpabilização: falar de prevenção e hábitos saudáveis sem transformar a responsabilidade pela saúde exclusivamente na trabalhadora.

Observar sinais de sobrecarga: gestores e equipes podem estar atentos a mudanças de comportamento, excesso de demandas e situações que possam comprometer o bem-estar.

Respeitar limites e necessidades: construir relações de trabalho em que seja possível comunicar dificuldades e buscar apoio.

Pensar além de outubro: transformar ações pontuais em iniciativas permanentes de promoção da saúde e prevenção.