ACICG adere ao manifesto nacional que defende a PEC do Trabalho Flexivel

A Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) é uma das mais de mil entidades signatárias do manifesto “Uma carta para o Brasil que acorda cedo”, movimento nacional que apoia a PEC 12, proposta que defende a modernização das relações de trabalho por meio da liberdade de escolha do trabalhador, com todos os direitos garantidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O manifesto reúne as principais entidades representativas do setor produtivo brasileiro, entre elas a CACB (Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil), CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), CNC (Confederação Nacional do Comércio), CNI (Confederação Nacional da Indústria), CNT (Confederação Nacional do Transporte) e Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). Apresentada como alternativa à proposta que prevê o fim da escala 6×1, a PEC 12 propõe um modelo mais flexível, permitindo que o trabalhador escolha quantos dias e horas deseja trabalhar, de acordo com sua realidade, necessidades e objetivos financeiros, sem abrir mão de direitos como férias, 13º salário, FGTS e aviso prévio. Para o presidente da ACICG, Omar Aukar, o debate sobre o futuro do trabalho “precisa considerar a diversidade da economia brasileira e a realidade de milhões de trabalhadores e empreendedores que dependem de modelos mais flexíveis para geração de renda, produtividade e manutenção da atividade econômica”. O manifesto na íntegra pode ser conferido abaixo ou no link https://hotsite.fiesp.com.br/umacartaparaobrasil/. Uma carta para o Brasil que acorda cedo A vida não bate ponto do mesmo jeito todos os dias. Tem mês que o movimento bomba e o trabalhador consegue tirar uma boa comissão. Tem mês que a coisa aperta e é preciso correr atrás de um extra para fechar as contas. Tem dia que o filho fica doente, que é necessário sair mais cedo para levar o pai ao médico ou para ver a apresentação da filha na escola. Quem está na luta sabe: a vida real não cabe numa caixinha fechada. Hoje, o Senado Federal analisa a PEC 12, do Trabalho Flexível. Mais que uma alteração na Constituição, ela é a chance de finalmente colocar a decisão na mão de quem move este país: você, trabalhador brasileiro. Quer trabalhar menos horas por dia para conseguir estudar ou cuidar dos filhos? Você pode. Quer trabalhar mais em dezembro, quando o movimento está lá em cima, para entrar o ano sem dívida? Também dá. E tudo isso com os direitos da CLT garantidos, como 13º salário, férias, 1/3 de férias, FGTS, aviso prévio e etc. É o melhor dos dois mundos: a proteção da CLT com o benefício de decidir sobre a própria vida. Mas existe outra proposta em votação que quer fazer exatamente o contrário: impor a mesma escala engessada para todo mundo, como se o Brasil real funcionasse em “tamanho único”. O garçom, que vive da taxa adicional de serviço, não quer uma lei que tire seus melhores dias de trabalho. O vendedor, que conta com a comissão, precisa de tempo para vender, não de uma folga obrigatória. O Microempreendedor Individual (MEI), que tem apenas um empregado, ficará sem ele mais um dia na semana. Toda essa rigidez aumenta o custo dos produtos e serviços e, no fim, quem paga a conta é o trabalhador brasileiro: no preço da marmita, nas compras do supermercado, na tarifa do ônibus, no valor do condomínio… Por isso, os abaixo assinados, que representam mais de 40 milhões de empregos, quase 90% do PIB brasileiro, bilhões de reais em investimentos, exportações, e que estão presentes em todos os cantos do Brasil, pedem: Senhoras senadoras e senhores senadores, votem pela modernização do trabalho. Votem pela PEC 12, a do Trabalho Flexível, e deixem o brasileiro escolher o seu próprio caminho.